
O som é calmo e ajuda. Há tempos deixei esse blog de lado. Agora, me sinto mais a vontade a retomar a ideia dessa catarse de palavras que, algumas vezes, transcrevo aqui: registrar o meu percurso ao longo do período do meu mestrado. Em verdade, as vivências do mestrado em Portugal servem de “norte” para contar outras experiências que a ele são e serão contemporâneas. Não dá para escrever tudo. Nem se deve escrever... Além de ser excessivamente reducionista, querer colocar tudo que vivo em “post`s” é, no mínimo, chato. Sou (somos, nós) maiores do que os textos e contos que escrevemos.
Os quase 3 meses que me separaram do “Diário de Bordo” anterior foram muito intensos. Impossível para mim querer escrever sobre isso. E não falo nem escrever aqui no blog... Cada experiência que vivi nesse período, queria escrever, registrar, fazer poesia, música... Assim, para mim mesmo. Sem nenhum interesse em publicar ou publicizar nada. Enfim, “recortar” em forma de algo “palpável” aqueles sentimentos que eram só meus. De fato, não deu...
Aos poucos vou entendendo esses “brancos”. Tenho que, cada vez mais, acalmar o coração e simplesmente viver o momento. A dor, o medo, a ansiedade, a novidade, a alegria, o beijo, o “frio-na-barriga”, a saudade, nem sempre precisam ser, imediatamente, expostas em forma de registro facilmente alcançável pelos nossos sentidos mais óbvios ; nem sempre precisam ser, imediatamente, “transcritas” (falo de uma poesia,uma música, uma palavra...). Tem de ser vividas e saboreadas.
Um aparte: É necessário expor o que sentimos! É necessário compartilhar a dor, a alegria, o medo, a insegurança com os outros. Não é disso que falo. Falo, aqui, da nossa imensa capacidade em transformar o que sentimos em arte. É sobre capacidade deixar visível o invisível, que me refiro. E isso me faltou nesse período.
Espero que o dia de hoje marque o reencontro de dois velhos amigos: Eu, comigo mesmo.
Muito prazer, sou Diogo Guanabara, e gostaria de convidar você a acompanhar um pouco esta minha jornada.
Até a próxima!